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    A Sua Majestade, O Rei Bebê… Reconhecer sem idolatrar…

    Sem categoria / 8 de dezembro de 2016

    O Problema da idolatria

    Se por um lado ser fã é uma fonte de inspiração, por outro pode ser prejudicial quando torna-se fanatismo principalmente em adolescentes com baixa auto-estima e autoconfiança. Coloca o ídolo como fonte de sua existência, só se sente importante através do outro, esquecem de si mesmos, sendo um sinal de fuga se si, da angustia de ter que fazer suas próprias escolhas e reflexões.

    E com esses níveis de auto-estima e autoconfiança baixos eles acabam se deixando levar por tudo o que o outro oferece, e com o tempo podem agir como viciadas, não conseguindo ficar sem algum tipo de conexão com o ídolo. Podendo se tornar uma projeção do que se gostaria de ser e talvez nunca vá alcançar, trazendo uma sensação de fracasso.

    Em alguns casos existe até suicídio, pois a pessoa não se ama mais, ama só o outro, vive para o outro.

    Outro ponto negativo é que mesmo não se constituindo uma doença o fanatismo pode servir como forma de manifestação de uma psicopatologia. Por exemplo, a Esquizofrenia, como no caso de Mark David Chapman, que aos 25 anos assassinou John Lennon no dia 8 de dezembro de 1980, por se sentir traído ao ver que o ídolo não era em sua vida real o mesmo que parecia ser nos palcos e nas letras de suas músicas. Ele alegou que ouvia vozes o mandando agir dessa maneira.

    Jim Houram, psicólogo da Southern Illinois Univesity aponta alguns sinais podem ser a dica de que a idolatria por alguém passou do limite.

    · A pessoa começa a se afastar de todos e presta cada vez mais atenção a sites, revistas e tudo o que tenha relação com o seu ídolo.

    · Ela começa a achar que o ídolo é a única pessoa que realmente a entende e começa a criar uma relação de amizade ilusória com o ídolo.

    · Não sente prazer em atividades comuns a pessoas da idade dela. Prefere dedicar esse tempo ao ídolo.

    Quais orientações para os pais de adolescentes? O que fazer para que esta idolatria seja saudável para os mesmos?

    Busque auxilio psicológico. Para que haja um fortalecimento da auto-imagem, auto-estima e autoconfiança do adolescente, levando-o a descobrir que não é necessária a sua inserção em um grupo para definir sua identidade. Uma criança ou adolescente com bom nível de auto-estima e de autoconfiança é segura, afetiva, assume responsabilidade pelos seus atos, é cooperativa, se compromete com a realidade, enfrenta desafios. É comportamental e afetivamente madura. Tem uma forte tendência a liderar construtivamente e não a ser liderada de forma alienada.

    Encare de frente o problema e apoie o seu filho no tratamento.