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    Tratamento involuntário para a dependência química

    Quando a dependência química e o alcoolismo do paciente é grave e a conscientização da necessidade de um tratamento contra as drogas e o álcool não existem, a pessoa acha que consegue ter controle sobre seu vício do álcool ou das drogas.

    A Organização Mundial de Saúde reconhece a dependência química e o alcoolismo como doença. Uma doença é uma alteração da estrutura e funcionamento normal da pessoa, que lhe seja prejudicial colocando em risco sua integridade física ou de terceiros, com risco de acidentes graves ou até a morte. Por definição, como o diabetes ou a hipertensão, a doença da dependência química não é culpa do dependente; o paciente somente pode ser responsabilizado por não querer o tratamento. Dependência química e alcoolismo não é simplesmente “falta de vergonha na cara” ou um problema moral.

    Em casos mais extremos, o alcoolismo e a dependência de drogas costuma deixar o dependente químico refém da substância, sem a capacidade de avaliar o mal que ela faz a si e às pessoas que estão próximas. Com isso, por mais evidentes que sejam os danos causados pela dependência química no trabalho, nos estudos, nas relações sociais e afetivas, o dependente químico rejeita qualquer possibilidade de tratamento.

    Há casos em que o dependente químico já passou por uma série de internações voluntárias em comunidades terapêuticas, grupos de auto-ajuda, sem resultado efetivo, e por isso não queira mais se tratar, por mais que o problema persista. Nestas ocasiões a internação involuntária também é recomendada, desde que realizada por profissionais capacitados, em clínica especializada no tratamento e autorizada para esse perfil de paciente, que precisa de cuidados especiais e equipe técnica altamente preparada para lidar com suas demandas e capacidade de motivá-lo a uma mudança no seu padrão de comportamento autodestrutivo do uso abusivo de álcool e drogas.

    A família, por outro lado, muitas vezes é pega de surpresa, não sabe que atitude tomar diante de uma situação tão séria. E neste caso, a decisão mais correta é internar a pessoa, ainda que contra sua vontade. A possibilidade de recuperação deve prevalecer sobre a certeza de que as drogas levam a caminhos que vão da desorganização familiar até a morte por doenças relacionadas ao consumo ou violência que é natural nesse meio.

    Hoje mais de 90% das internações para tratamento da dependência química são feitas de forma involuntária, em virtude do poder devastador e destrutivo do CRACK, não esquecendo também do ÁLCOOL, MACONHA, COCAÍNA e ECSTASY, dentre outras. O usuário não tem condições de exercer o livre arbítrio, pois a necessidade a dependência e a fissura de usar a substância é tanta que ele pode até cometer atos ilícitos, perdendo o controle de si e pondo sua vida e de terceiros em risco. A perda deste controle é visível, como danos físicos (perda rápida de peso), falta ao trabalho ou a outros compromissos, agressividade, atos violentos, se distancia de amigos e familiares (isolamento: vários dias longe de casa) , pequenos delitos. Etc…

    O tratamento de dependência química involuntário, segundo Dr. Ronaldo Laranjeira está previsto em um dos treze princípios do NIDA – Nacional Institute on Drug Abuse, que abordam o tratamento efetivo para a dependência química, afirma que para o tratamento ser efetivo não precisa ser voluntário. Atualmente a internação involuntária esta prevista na Lei Federal n.10.216 de 06/04/2001.

    O tratamento de dependência química na lei foi elaborado para intervir no processo destrutivo atravessado pelo dependente químico.

    A internação involuntária é um procedimento seguro e feito por pessoas especializadas em unidade apropriada e segura, onde possamos acolher, desintoxicar e motivar esses indivíduos à mudança do seu padrão de vida.

    – Método de tratamento contras as drogas exclusivo da Reviva.

    Cada tipo de tratamento para dependência química possui uma abordagem compatível e individual para atender as necessidades do paciente, sendo realizado por nossa equipe médica e psicoterapêuta que acompanha o paciente individualmente por todo o tratamento contra as drogas nos nossos Centros de Recuperação, Clínicas e Ambulatórios.

    O Tratamento de dependência química é composto pelas seguintes etapas: adaptação e desintoxicação ; conscientização e reeducação; treinamento de habilidades sociais, prevenção de recaída e reintegração social.

    Adaptação e desintoxicação

    Inicialmente o paciente é acolhido, entra em processo de adaptação, desintoxicação e estabilização psíquica. Após isto entra no desenvolvimento do tratamento através da evolução de fases e etapas terapêuticas visando a conclusão deste com o processo de ressocializações e alta. O acolhimento e desenvolvimento do tratamento são conduzidos pela equipe multidisciplinar com a orientação do psiquiatra, do psicólogo(a) referência e do terapeuta holístico. A evolução dos pacientes é avaliada individualmente segundo os critérios: envolvimento no tratamento, participação nos grupos terapêuticos (freqüência e participação ativa ou passiva), realização das tarefas, atividade física, organização, disciplina, auto cuidado / higiene, integração social (relacionamento interpessoal, com o grupo, com a equipe), interação familiar (ligações, visitas, socializações, participação da família no tratamento).
    A desintoxicação é a etapa inicial do tratamento de dependência química. Onde é estabilizado os sintomas fisiológicos e emocionais agudos relacionados com a parada do consumo de drogas. De forma geral o médico psiquiatra analisa o quadro do paciente e investiga a necessidade ou não de uso de medicamentos para aliviar os sintomas de abstinência do paciente.

    Conscientização

    Tem como objetivo trabalhar autoconhecimento; reformulação psíquica; reconstrução da autoestima; identificação de comportamentos inadequados; conhecimento e desenvolvimento de crítica da doença; psi-coeducação, motivação, primeiro e segundo passo.

    A recuperação e a conscientização são etapas fundamentais e se iniciam desde o primeiro contato com o paciente.Os nossos métodos de tratamento de dependência química foram desenvolvidos buscando resgatar todos os aspectos da vida do paciente que a doença acometeu. O tratamento de dependência química é alicerçado em técnicas e dinâmicas que visem despertar valores éticos, familiares e emocionais, para motivar os pacientes a refazerem seus projetos de vida, adotando assim, hábitos saudáveis e produtivos. É também realizada uma investigação de possíveis comorbidades, problemas psíquicos ou clínicos, pré-existentes ou desenvolvidos com o uso de substâncias químicas, como: depressão, bipolaridade, manias, fobias, transtornos, hiperatividade, dentre outros.

    Algumas de nossas abordagens são Desintoxicação com atendimento médico psiquiátrico, Terapia cognitiva comportamental com psicóloga, Entrevista motivacional, Prevenção a recaída, Terapia cognitivo-comportamental das habilidades sociais e de enfrentamento , Terapia de rede social e de 12 passos, Manejo de Contingência , Terapia familiar , Psicoterapia de grupo, Redução de danos , Psicodinâmica , Pronto atendimento com equipe de enfermagem Atividades físicas com profissional de educação física Videoterapia e musicoterapia com terapeuta.

    Reeducação e Treinamento de Habilidades Sociais

    Tem como objetivo trabalhar no com os dependentes químicos a introdução à conceitualização de terapia cognitivo comportamental, crenças, pensamentos automáticos, disfuncionais, crenças permissivas; assertividade, tomada de decisões, resolução de problemas, habilidade para lidar com sentimentos, com o não e a baixa tolerância à frustração, terceiro passo, terapia racional emotiva. Durante essa etapa o paciente dependente de álcool e drogas começa a entender seus mecanismos de defesa ao tratamento e à mudança no padrão de comportamento, trabalhando habilidades até então negligenciadas durante o uso de drogas e uma vida disfuncional.

    Prevenção de Recaída

    Tem como objetivo trabalhar estratégias para evitar e prevenir a recaída através da balança decisória, situações de risco e protetoras, estímulos aliciadores, manejo da fissura, sinais e sintomas de recaída, quarto passo e quinto passo.

    Um plano de prevenção de recaída dará ao dependente químico em tratamento um senso de segurança, percebendo que está fazendo o necessário para a manutenção da sua recuperação e abstinência.

    Um plano de prevenção de recaída minimiza o potencial destrutivo da dependência química e o retorno ao uso de drogas. A recaída faz parte da doença da dependência química e a internação é o primeiro estágio de um longo processo. O tratamento contra as drogas dura de 3 meses à 2 anos em caráter intensivo dependendo do nível de comprometimento do usuário de drogas e a perda de controle de sua vida. Mesmo depois a internação no centro de recuperação, o pós tratamento é fundamental para evitar a volta ao uso de drogas. Acompanhamento psiquiátrico, com psicólogo especializado em manutenção da recuperação das drogas, grupos de mútua ajuda como Narcóticos Anônimos e Alcoólatras Anônimos, hábitos saudáveis como prática de esportes e boa leitura, são ferramentas altamente eficazes no tratamento da dependência de drogas e manutenção da abstinência. É claro que a participação familiar como rede de intervenção é de suma importância no processo do tratamento da dependência química.

    A Reviva Clínicas é um Centro de Recuperação para o tratamento de drogas que vem ao longo dos seus anos de experiência desenvolvendo um programa de tratamento para dependentes de drogas capaz de promover um processo consistente e durador de recuperação para nossos pacientes e também para o tratamento familiar de dependentes químicos e alcoólatras.

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